Desde
o início dos tempos que as roupas ou a maneira como nos vestimos expressa os
valores da sociedade numa determinada época. A identidade das “tribos” e
culturas projetadas, transmitindo aos outros quem somos ou como queremos ser
vistos.
A
diversidade de peças em cada armário, guarda roupas ou closet constitui um
patrimônio não percebido de boa parte das pessoas. A moda dita às regras e
confronta os estilos; que para manter-se inserido é necessário investimento.
Se a
função das roupas fosse apenas nos proteger do frio qualquer tecido que
contornasse o corpo cumpriria sua função. Mas, não é bem assim. E as mulheres
se entregam a essa função quase como quem se entrega a um vício. Todos os
meses, mesmo sem perceber, uma parte de sua remuneração é destinada a aquisição
de peças para seu vestuário. Os homens em geral um pouco menos, mas, também se
mostram vulneráveis a essa prática.
Roupas
de grife, vestidos de festa e peças mais impactantes compõem acervos da
mulherada que resiste em repeti-los, principalmente em recepções, festas e
eventos:
_“Vão
achar que só tenho estes.”
_”Com
este aqui minhas amigas morrerão de inveja. E as inimigas então...“
E as
peças após “inauguradas”, sim, é uma verdadeira inauguração a primeira vez que
são usadas; repousam ou hibernam no fundo de um armário por meses e até anos.
Homens
em geral pensam diferente:
_”Gosto
de me vestir assim. Já testei essa combinação e fui notado, percebido e
elogiado. Deu certo e estou repetindo. Me sinto bem.”
A
idéia é a organização de grupos de amigas ou pessoas conhecidas na criação de
um clube ou associação para a troca, empréstimo, aluguel ou venda de roupas;
quem sabe a criação de um bazar ou brechó para a comercialização dessas peças
tão preciosas que já cumpriram sua função inicial naquela festa e encontra-se
em repouso esquecidas no armário.
A
receita dessa empreitada poderá ser aplicada na aquisição de outras peças
elevando ou diversificando o patrimônio vestuário.
O
que acham? A princípio e financeiramente
me parece uma boa idéia.
Boa
sorte e bons negócios.
Celso Cunha

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