domingo, 4 de agosto de 2013

O Clube do Vestido


Desde o início dos tempos que as roupas ou a maneira como nos vestimos expressa os valores da sociedade numa determinada época. A identidade das “tribos” e culturas projetadas, transmitindo aos outros quem somos ou como queremos ser vistos. 
A diversidade de peças em cada armário, guarda roupas ou closet constitui um patrimônio não percebido de boa parte das pessoas. A moda dita às regras e confronta os estilos; que para manter-se inserido é necessário investimento.


Se a função das roupas fosse apenas nos proteger do frio qualquer tecido que contornasse o corpo cumpriria sua função. Mas, não é bem assim. E as mulheres se entregam a essa função quase como quem se entrega a um vício. Todos os meses, mesmo sem perceber, uma parte de sua remuneração é destinada a aquisição de peças para seu vestuário. Os homens em geral um pouco menos, mas, também se mostram vulneráveis a essa prática.
Roupas de grife, vestidos de festa e peças mais impactantes compõem acervos da mulherada que resiste em repeti-los, principalmente em recepções, festas e eventos:
_“Vão achar que só tenho estes.” 
_”Com este aqui minhas amigas morrerão de inveja. E as inimigas então...“
E as peças após “inauguradas”, sim, é uma verdadeira inauguração a primeira vez que são usadas; repousam ou hibernam no fundo de um armário por meses e até anos.
Homens em geral pensam diferente:
_”Gosto de me vestir assim. Já testei essa combinação e fui notado, percebido e elogiado. Deu certo e estou repetindo. Me sinto bem.”
A idéia é a organização de grupos de amigas ou pessoas conhecidas na criação de um clube ou associação para a troca, empréstimo, aluguel ou venda de roupas; quem sabe a criação de um bazar ou brechó para a comercialização dessas peças tão preciosas que já cumpriram sua função inicial naquela festa e encontra-se em repouso esquecidas no armário.
A receita dessa empreitada poderá ser aplicada na aquisição de outras peças elevando ou diversificando o patrimônio vestuário.
O que acham?  A princípio e financeiramente me parece uma boa idéia.
Boa sorte e bons negócios.

Celso Cunha

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