Dentre as atribuições de um
empreendedor, montar uma equipe de trabalho coesa e equilibrada talvez seja a
mais difícil e trabalhosa. Em alguns momentos as coisas vão bem, outras vezes
nem tanto e a oportunidade de uma boa contratação quase sempre se faz necessário
a movimentação de uma das peças do tabuleiro. Da mesma forma que quando um
funcionário lhe entrega seu posto por uma nova opção, as mais diversas e
imagináveis, resulta no desequilíbrio de toda a equipe. Mas, a vida é assim.
Penso que a relação empregador/empregado
é temporal e variável; como todo relacionamento. Sujeito a altos e baixos,
acordos, desacordos, ponderações, mudanças e cobranças de ambas as partes. O
custo de uma dispensa recai sobre o caixa da empresa que sente o golpe e leva
meses pra se recuperar; e como evitar isso? Boa pergunta!
No ato da contratação a empresa
precisa de um profissional para preencher uma lacuna e essa pessoa vislumbra a
oportunidade de evolução na carreira, mesmo que momentânea. Prometem-se muito, e
o tempo trata de acomodar os ânimos. Aos
poucos a supervisão ou a CLT os chama ás responsabilidades acordadas e as
desculpas são as mais diversas possíveis.
Ao entrevistar um candidato para a
vaga de serviços gerais em uma de minhas empresas, a pessoa se mostrou disposta
e conhecedora das mais diversas atribuições: limpeza, manutenção, elétrica,
hidráulica, pintura e etc. E mesmo o que não domina-se estaria disposto a
aprender. Ele se encaixava perfeitamente ao perfil da vaga. Contratado.
Logo no período de experiência a
questão do absenteísmo se tornou presente; atrasos, faltas, justificativas,
desculpas e adiantamentos financeiros se tornaram rotina. Problemas e questões
que não deveriam figurar na minha mesa. Reclamações que impregnaram o bom
ambiente de trabalho até então. Nesses casos, o empreendedor deve ser frio e
analisar todos os pontos: a limpeza deixava a desejar, não raro encontrava-o
encostado descansando, conversando com clientes, outros funcionários e até
assistindo TV. Ao emassar, lixar e pintar paredes era uma aventura revestida de
muita sujeira e as marcas disso levavam semanas para serem subtraídas; um
desleixo ao “consertar” uma descarga avariada dobrou a conta de água e em
relação à parte elétrica...:
_ “Nunca disse que era um
especialista nisso. Disse que sabia mexer.”
Decepcionado, a atitude correta
para a empresa era dispensá-lo rapidamente, antes dos noventa dias da
contratação, ainda no prazo de experiência. E assim foi feito.
Esse ocorrido me fez lembrar o pato
vira-latas, que nada, anda e voa, mas
não faz nada direito além de muito barulho.
Esteja atento, pois o mercado de
trabalho está cheio deles. Livre-se desse perfil em sua empresa e terá menos
uma coisa pra se preocupar.
Boa sorte e bons negócios.
Celso Cunha
Falou e disse!
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