terça-feira, 23 de abril de 2013

Uma Laranja ou um Cliente?

Pessoas procuram empregos; empresários procuram pessoas que  supram as necessidades de sua empresa. O perfil do funcionário ideal; o sonhado emprego. A incansável busca da relação favorável. O custo de manter um funcionário quase nunca é percebido pelo trabalhador.
_ ”Ralo pra caramba e ganho só isso! Estou sendo explorado.”
Se um funcionário recebe R$920,00, por exemplo, ele custa em torno R$ 1.500,00 por mês para a empresa.
Veja que com um salário bruto de R$ 1.000,00 descontados 8% de INSS, contribuição subtraída do salário do trabalhador para a previdência social, seu salário cairia para R$ 920,00.
Já, olhando pelo lado do empregador, temos só de provisionamentos:
FÉRIAS + 1/3 = 11,08%
13º salário – 8%
Impostos:
FGTS 8%
GPS 22%
Isso se a empresa contratante em questão for adepta ao SIMPLES NACIONAL. Em outros casos: lucro presumido ou lucro real, os custos funcionais quase dobram.
Outros impostos como: PIS, COFINS, FINSOCIAL, impostos sindicais e etc. penalizam ambas as partes.
Quantos postos de trabalho deixam de ser criados devido aos altos custos dos impostos.
Todo cuidado é pouco no ato da contratação; visto que, a indenização pelo desacordo em uma contratação mal feita leva consigo elevados valores para o encerramento dessa relação capital-trabalho.
São os dois lados da mesma moeda. Não existe produção sem trabalhadores; Não existe trabalho sem produção. E a vida segue; às vezes favorável a uns, outras vezes favorável a outros. Tudo isso é temporário.
A relação de equilíbrio é a ideal; onde benefícios e sacrifícios são pesados e bem aceitos pelas partes.

Semana passada, em uma pizzaria, solicitei a garçonete um guaraná light com uma rodela de laranja e obtive a seguinte resposta:
_ “Não temos laranja senhor.”
Analisando o momento concluí em meus pensamentos:
“Como pode um restaurante, no caso, pizzaria, não ter laranjas dentre suas matérias primas?”
A garçonete prosseguiu:
_ “Laranjas estragam com o tempo e nos causam prejuízo.”
Aí a coisa piorou; toda a matéria prima em um restaurante estraga com o tempo; prazo de validade e má conservação.
Não questionei e aceitei o refrigerante sem a rodela de laranja. Saboreei a pizza, de boa qualidade e ao final do meu guaraná pedi que me trouxesse outro. Para minha surpresa ouvi da mesma garçonete:
_ “Senhor, o guaraná acabou. Pode ser outro refrigerante? Já vou avisando que só temos PEPSI. É que abrimos a menos de seis meses e os representantes das empresas quase não passam por aqui.”
Conclusão:
“Parece-me que a funcionária não foi devidamente treinada; E que o gerente, se houver, e o(s) proprietário(s) também não.”
Percebo empregados batendo seus cartões de ponto e após isso indo ao banheiro e depois a cozinha tomar seu café, para só depois assumirem seus postos. Outros se atrasam e comprometem toda equipe de trabalho e ainda mentem verbal ou escrituralmente para driblarem uma possível advertência ou desconto em seus salários. Vejo empregadores atrasarem pagamentos sob alegações de que:
_ ”Eles fingem que trabalham e eu finjo que os pago.”
Ou ainda:
_ “Não recebo duas vezes em dezembro; como posso pagar duas vezes pelo mesmo trabalho?”   Referindo-se ao 13º salário.
E assim vai. Falta compromisso das duas partes. A eterna balança desfavorável para ambos os lados chama-se impostos. Que quase sempre são mal aplicados e nem sempre revertidos em favor da população.
Ao contratar todo cuidado é pouco. Treine, capacite e remunere bem os que se destacarem. Eles são o maior patrimônio de sua empresa.
Boa sorte e bons negócios.
Celso Cunha

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