Existia um povo empreendedor por natureza onde 17,5% da população
adulta tocava seu próprio negócio. Perto
dali habitavam pessoas que buscavam emprego e qualidade de vida melhores, mas,
o serviço público era ineficiente com hospitais e escolas precários.
Na primeira cidade a população acordava cedo na busca da melhoria
contínua para suas vidas e suas empresas. Investiam em educação e capacitação.
Tinham certeza da boa relação investimento/retorno e maximizavam seu tempo no
desenvolvimento pessoal e trabalhos sociais.
Na segunda as pessoas se atrasavam para chegar ao trabalho, pois os
meios de transporte apresentavam avarias quase que diariamente. O tempo era
sempre curto, o acesso ao ensino difícil e a educação básica. O tempo livre era
direcionado ao lazer e ao descanso.
Na primeira localidade existia um banco de fomento que incentivava
financeiramente o empreendedorismo e uma agência de apoio as micro e pequenas
empresas que orientavam as iniciativas gerando emprego e renda, reconhecendo a
importância dessas empresas para o mercado.
Na segunda cidade o índice de mortalidade das empresas chegava a
71% nos cinco primeiros anos. 27% delas
não emplacavam o segundo ano de existência e a alta carga de impostos
inviabilizava boa parte dos negócios que fechavam ou partiam para a
informalidade.
Na primeira localidade foi constatado que quanto maior a
escolaridade e a renda, maiores são as chances de que o empreendedor abra um
negócio por oportunidade e não por necessidade. Além disso, os jovens entre 25
e 34 anos estavam mais propensos a essa empreitada. Então, desde pequenos eram
educados para lidar com dificuldade e incentivados a montar reservas
financeiras para que pudesse fazer seu país crescer e prosperar junto.
Na segunda cidade poucas pessoas tinham acesso ao crédito e o grau
de exigência para as verbas do governo direcionadas aos empreendedores era
elevado demais para as classes sociais C e B.
São duas faces do mesmo povo no mesmo território. Temos tantos
motivos para continuar quanto para desistir. Você decide se valerá a pena
buscar o sucesso ou um legado de indiferença. Apenas 5% das pessoas se
destacarão do bolo. Estou certo de que a diferença entre os vencedores e os
perdedores é a postura diante das dificuldades. Arrisque-se, prepare-se e
vença.
Boa sorte e bons negócios.
Celso Cunha.
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