segunda-feira, 4 de março de 2019

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE. (?)


Desde sempre ouvimos essa frase afirmativa exalada por pessoas de todas as classes sociais.. Dezenas de vezes guardei meus comentários para não gerar polêmicas e discussões infindáveis e antipatias sem sentido, não a ideia da frase, mas, sim a pessoa que a contradisse; no caso eu.
Voltando ao ponto zero, como definirmos felicidade?
Momento de equilíbrio, conquista, sensações positivas.... são tantas as definições e poucos pontos em comum: é uma sensação ou sentimento momentâneo e abstrato.
Se definirmos que ao adquirir um bem material seremos felizes, algum tempo depois haverá outro bem como propósito de felicidade, e mais outro, mais outro... e assim por diante
Não há nada de errado em se ter dinheiro. O sentido negativo e até pejorativo que parte da sociedade imputa aos mais privilegiados é o que corrobora com a ideia de quem se destacou da média da população em termos patrimoniais e financeiros seja rotulado como “explorador de pessoas”, “sortudo” “patrão”, “está envolvido em algo errado...” não observando os esforços que essa pessoa fez ou faz para conseguir o que possui, pois, se o fizesse estaria assumindo a própria derrota.
Viemos ao mundo sem trazer nada e daqui a algum tempo partiremos sem levar nada; e nos empenhamos por manter e adquirir coisas que não trouxemos e não levaremos daqui. Parece insano não acha?
Na maioria dos casos os herdeiros. genros e noras torrarão sem pena os frutos de uma vida de trabalho e dedicação.
Para alguns a definição de felicidade pode ser a paz interior, mas se um filho seu necessita de um remédio e você não possui recursos a infelicidade ou até mesmo o desespero estarão presentes em sua mente.  Arrependimentos e a busca por soluções;
_”Já sei, vou pedir ao meu patrão ou aquele amigo...”
A ajuda acontece, seguida de promessas de acertos, que logo são esquecidas.
Lembro de estar na área de carga e descarga do aeroporto aguardando a liberação de uma encomenda quando ouvi uma conversa entre dois homens, aparentemente motorista e ajudante de uma transportadora quando um deles disse estar vivendo o pior dia de sua vida, pois o filho lhe pediu R$1,00 para comprar uma merenda e ele não tinha. 
No mercado financeiro ouvi uma definição de dinheiro como um pedaço de papel pintado que troca de mãos o tempo todo e se molhar estraga. Seu valor varia de pessoa para pessoa dependendo da necessidade.
Em consultoria, ao calcular a indenização de uma funcionária dispensada abati um empréstimo que ela havia recebido do empregador e para minha surpresa ouvi:
_ “Não concordo. Por que descontar de mim? Ele ajuda a todo mundo.”
É certo que o dinheiro não garante a felicidade plena a ninguém, embora possa lhe dar liberdade de escolha em muitos sentidos, tais como: manter suas contas em dia, boas escolas para os filhos, ajudar a necessitados, abrir sua própria empresa, ter a rotina que lhe convier, viajar... aproveitar melhor a vida...  decidir.
Se você se inclui nessas definições sugiro que tenha cuidado com os que lhe cercam, pois, muitos tentarão se beneficiar dessa aproximação.
Dinheiro não traz felicidade, mas, a sensação é tão parecida que entre morrer de fome ou indigestão a segunda opção me parece melhor. .
Celso Cunha

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