Costumo acordar bem cedo e após
alguns minutos de meditação regados a chá verde harmonizando com o cósmico
inicio os trabalhos escrevendo minha agenda para o dia. Ali tudo dá certo, o
carro não quebra, não fura pneu, não perco tempo em filas, não cometo erros, não
me envolvo em conflitos, o mundo é quase perfeito. Isso porque o papel aceita
tudo. Quantas histórias de vitórias, de
pessoas querendo passar a ideia do “Eu sou foda!” Na prática ninguém ganha sempre, isso é fato.
Você sai de casa com seis compromissos, seu celular toca, chegam mensagens e
você precisa rapidamente definir prioridades... cada escolha uma renúncia...
Tenho que decidir tendo como base as informações e emoções daquele momento. É claro que o risco está embutido em cada ação.
As vezes as coisas vão bem, outras vezes nem tanto. Lembro-me do Airton Senna
confidenciando em uma entrevista que algumas vezes todo o cósmico se abria e
ele se sentia tocado por Deus; naqueles momentos ele tinha certeza da vitória;
mas, embora não queiramos o oposto também acontece e por mais que não queira
terá que optar. Aos vinte anos se desse uma topada acabaria o dia; não sem
antes soltar uma dúzia de palavrões.
Hoje se tenho o carro rebocado ou recebo uma notificação judicial penso:
“Calma, vou resolver. Se não agora, amanhã ou depois.” A vida consiste em
resistir, aprender e tentar. Erramos nas escolhas, mas no momento da decisão é
o que parecia mais correto. Errar é muito fácil, por isso erramos tanto. Erro e
Fracasso não são similares, e se podemos tirar algo positivo deles, e
certamente podemos, é a experiência e o conhecimento. Pense no fracasso como um
degrau, um aprendizado para o sucesso. E como escrevi outras vezes aprendemos
muito mais com as derrotas do que com as vitórias. Seguindo em frente aprendendo a perder me
ajustando ao novo, redimensionando a rota aos objetivos, aos novos cenários e o
mais importante é apesar de tudo, ainda estar no jogo com chances de vencer. O
princípio da insanidade é esperar alcançar resultados diferentes agindo da
mesma forma. Portanto adapte-se; avalie, reavalie, siga em frente, se for preciso
pare, respire, mude e prossiga; busque novos caminhos, outros horizontes,
aprenda a perder e a não se frustrar tanto; não culpe os céus quando pensar que
está sozinho em um mar de dificuldades, pois, na hora da prova, o professor
observa em silêncio seu aluno sendo testado.
Bons Negócios e boa sorte.
Celso Cunha

Nenhum comentário:
Postar um comentário