domingo, 26 de outubro de 2014

ENTRE DOIS POVOS



Existia um povo empreendedor por natureza onde 17,5% da população adulta tocava seu próprio negócio.  Perto dali habitavam pessoas que buscavam emprego e qualidade de vida melhores, mas, o serviço público era ineficiente com hospitais e escolas precários.

Na primeira cidade a população acordava cedo na busca da melhoria contínua para suas vidas e suas empresas. Investiam em educação e capacitação. Tinham certeza da boa relação investimento/retorno e maximizavam seu tempo no desenvolvimento pessoal e trabalhos sociais.
Na segunda as pessoas se atrasavam para chegar ao trabalho, pois os meios de transporte apresentavam avarias quase que diariamente. O tempo era sempre curto, o acesso ao ensino difícil e a educação básica. O tempo livre era direcionado ao lazer e ao descanso.  

Na primeira localidade existia um banco de fomento que incentivava financeiramente o empreendedorismo e uma agência de apoio as micro e pequenas empresas que orientavam as iniciativas gerando emprego e renda, reconhecendo a importância dessas empresas para o mercado.
Na segunda cidade o índice de mortalidade das empresas chegava a 71% nos cinco primeiros anos.  27% delas não emplacavam o segundo ano de existência e a alta carga de impostos inviabilizava boa parte dos negócios que fechavam ou partiam para a informalidade.

Na primeira localidade foi constatado que quanto maior a escolaridade e a renda, maiores são as chances de que o empreendedor abra um negócio por oportunidade e não por necessidade. Além disso, os jovens entre 25 e 34 anos estavam mais propensos a essa empreitada. Então, desde pequenos eram educados para lidar com dificuldade e incentivados a montar reservas financeiras para que pudesse fazer seu país crescer e prosperar junto.
Na segunda cidade poucas pessoas tinham acesso ao crédito e o grau de exigência para as verbas do governo direcionadas aos empreendedores era elevado demais para as classes sociais C e B.

São duas faces do mesmo povo no mesmo território. Temos tantos motivos para continuar quanto para desistir. Você decide se valerá a pena buscar o sucesso ou um legado de indiferença. Apenas 5% das pessoas se destacarão do bolo. Estou certo de que a diferença entre os vencedores e os perdedores é a postura diante das dificuldades. Arrisque-se, prepare-se e vença.
Boa sorte e bons negócios.
Celso Cunha. 




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