Vivemos em
uma sociedade capitalista e de consumo. O primeiro dos equívocos é gastar mais
do que se ganha. Na verdade, três coisas simples podem auxiliá-lo nesse início:
Uma folha de papel, um lápis e uma borracha. O controle de gastos parte do princípio que
existe uma ou mais fontes de receita e diversos destinos para esse montante.
Isso tanto vale para as pessoas quanto para as empresas ou até mesmo para os países.
Estamos presos a despesas mensais que para as empresas compõem o custo fixo e
para as pessoas representam o aluguel, água, luz, telefone, internet,
alimentação, instrução, vestuário e etc. O equivalente ao custo variável das
empresas podemos traçar um paralelo entre prestações, automóvel, manutenção e
seguro, gastos com lazer, mobiliário e outros.
É quase uma regra a frase:
“Aonde foi
parar meu dinheiro? Já estou no vermelho novamente.”
O
descontrole financeiro se tornou um mau hábito com péssimas conseqüências. Os
juros bancários do cheque especial chegam a ultrapassar os 10% e as faturas do
cartão de crédito, se não for liquidado na data pode ultrapassar 14% ao mês. De
certo, o fato de carregar dívidas e obrigações de juros do sistema financeiro tira
a paz de qualquer um, às vezes com efeitos devastadores sobre nossa vida familiar
e profissional. Então proponho um exercício muito simples que, com a ajuda de
nossos três amigos já citados anteriormente, podemos iniciar agora mesmo. Vamos
passar a anotar os gastos diários, todos eles, mesmo os mais simples e
pequenos, no final, somados poderão compor um montante significativo.
Nessa folha
teremos um cabeçalho mês e ano. Logo abaixo a esquerda os dias, ao lado a
descrição das despesas pagas em cada dia e os diversos gastos em uma coluna
lateral. O preenchimento diário dessa folha é uma simples questão de disciplina
e servirá para esclarecer suas dúvidas quanto ao destino do seu dinheiro.
Despesas com cartões de crédito também devem ser inseridas nessa lista, tomando
o cuidado de separar o que foi gasto com a própria empresa, se for o caso.
No caso da(s)
receita(s) é mais simples, pois, normalmente a(s) fonte(s) são em número bem
reduzido. Despesas bancárias e juros não podem ficar de fora das despesas.
Ao final do
mês confronte as receitas e despesas e terá um saldo. Em caso positivo,
parabéns, você está no caminho certo. Em caso negativo, precisamos analisar o
porquê dos números. Algumas pessoas reclamam dos pequenos gastos diários como
passagens de transporte, lanches ocasionais, estacionamento, gorjetas e etc.
Não dá pra somar tudo o tempo todo, é o que dizem. Temos dois caminhos para o
sucesso desse exercício: um deles é manter a mão um pequeno bloco ou pedaço de
papel e anotar tudo; o outro é manter em um dos bolsos um valor fixo diariamente
que comporte esses gastos. Ao final do dia diminuir o que sobrou do valor
inicial e teremos o que foi gasto. E esse será anotado.
Se alguém,
um dia, lhe ensinou que dinheiro se ganha no quinto dia útil e se gasta todos
os dias. Esqueça; pois, ao nosso caso de sucesso se aplica a mudança desse
hábito. E, a partir de agora, pense que:
“Dinheiro se
ganha todos os dias, de forma natural e segura. E, gastar menos do que se ganha
se tornou uma regra.”
Repita isso
todos os dias e siga esse conselho. É um passo primordial na busca do sucesso.
Boa Sorte e
Bons Negócios.
Celso Cunha
Blog: saudefinanceiraconsultoria.blogspot.com
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