domingo, 29 de abril de 2012

“PARA ONDE FOI O MEU DINHEIRO?”



Vivemos em uma sociedade capitalista e de consumo. O primeiro dos equívocos é gastar mais do que se ganha. Na verdade, três coisas simples podem auxiliá-lo nesse início: Uma folha de papel, um lápis e uma borracha.  O controle de gastos parte do princípio que existe uma ou mais fontes de receita e diversos destinos para esse montante. Isso tanto vale para as pessoas quanto para as empresas ou até mesmo para os países. Estamos presos a despesas mensais que para as empresas compõem o custo fixo e para as pessoas representam o aluguel, água, luz, telefone, internet, alimentação, instrução, vestuário e etc. O equivalente ao custo variável das empresas podemos traçar um paralelo entre prestações, automóvel, manutenção e seguro, gastos com lazer, mobiliário e outros.  É quase uma regra a frase:

“Aonde foi parar meu dinheiro? Já estou no vermelho novamente.”

O descontrole financeiro se tornou um mau hábito com péssimas conseqüências. Os juros bancários do cheque especial chegam a ultrapassar os 10% e as faturas do cartão de crédito, se não for liquidado na data pode ultrapassar 14% ao mês. De certo, o fato de carregar dívidas e obrigações de juros do sistema financeiro tira a paz de qualquer um, às vezes com efeitos devastadores sobre nossa vida familiar e profissional. Então proponho um exercício muito simples que, com a ajuda de nossos três amigos já citados anteriormente, podemos iniciar agora mesmo. Vamos passar a anotar os gastos diários, todos eles, mesmo os mais simples e pequenos, no final, somados poderão compor um montante significativo.
Nessa folha teremos um cabeçalho mês e ano. Logo abaixo a esquerda os dias, ao lado a descrição das despesas pagas em cada dia e os diversos gastos em uma coluna lateral. O preenchimento diário dessa folha é uma simples questão de disciplina e servirá para esclarecer suas dúvidas quanto ao destino do seu dinheiro. Despesas com cartões de crédito também devem ser inseridas nessa lista, tomando o cuidado de separar o que foi gasto com a própria empresa, se for o caso.
No caso da(s) receita(s) é mais simples, pois, normalmente a(s) fonte(s) são em número bem reduzido. Despesas bancárias e juros não podem ficar de fora das despesas.
Ao final do mês confronte as receitas e despesas e terá um saldo. Em caso positivo, parabéns, você está no caminho certo. Em caso negativo, precisamos analisar o porquê dos números. Algumas pessoas reclamam dos pequenos gastos diários como passagens de transporte, lanches ocasionais, estacionamento, gorjetas e etc. Não dá pra somar tudo o tempo todo, é o que dizem. Temos dois caminhos para o sucesso desse exercício: um deles é manter a mão um pequeno bloco ou pedaço de papel e anotar tudo; o outro é manter em um dos bolsos um valor fixo diariamente que comporte esses gastos. Ao final do dia diminuir o que sobrou do valor inicial e teremos o que foi gasto. E esse será anotado.

Se alguém, um dia, lhe ensinou que dinheiro se ganha no quinto dia útil e se gasta todos os dias. Esqueça; pois, ao nosso caso de sucesso se aplica a mudança desse hábito. E, a partir de agora, pense que:

“Dinheiro se ganha todos os dias, de forma natural e segura. E, gastar menos do que se ganha se tornou uma regra.”

Repita isso todos os dias e siga esse conselho. É um passo primordial na busca do sucesso.

Boa Sorte e Bons Negócios.
Celso Cunha

Blog: saudefinanceiraconsultoria.blogspot.com

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