quinta-feira, 23 de julho de 2020

INTELIGÊNCIA FINANCEIRA, VOCÊ SABE, OU ACHA QUE SABE?


Desde o início de nossas vidas demandamos por alimento, vestuário e abrigo que nos são fornecidos por nossos pais, que embora sejam de graça existe alguém pagando por isso.  Aos poucos somos educados que os desejos, em suas mais diversas formas, nem sempre podem ser saciados. E que o dinheiro tem mais valor pra quem tem menos; até por uma questão de sobrevivência.  Por instinto precisamos de bem pouco para sobreviver, mas, aos poucos percebemos que podemos mais,  mais e muito mais. A mídia invade nossa rotina e nos faz pensar que se adquirirmos algo seremos mais felizes, respeitados, admirados... pessoas melhores; e isso está incutido em cada ação de marketing e convencimento das necessidades que nem mesmo sabíamos que precisávamos. A facilidade que os cartões de crédito nos proporcionam de adquirir coisas e nos endividar  induz ao erro de não pensar que um dia, não muito distante, a conta chegará. E é aí que está o problema; as contas sempre vencem.
Desde pequenos aprendemos a adquirir coisas, a comprar, e nos tornamos consumidores diários dos mais diversos produtos e serviços até o último suspiro que ocorre em um hospital ou em um acidente em decorrência de uma escolha equivocada.
O que há de comum em todas as fases dessa trajetória? 
Resposta: O instinto de nos mantermos vivos, as necessidades fisiológicas, a segurança, as relações sociais, a auto-estima, o status, o reconhecimento e as realizações pessoais nas mais diversas formas; tudo retratado na pirâmide de Maslow.  Para tanto, desde o início até o último suspiro necessitamos de recursos, de nossos pais, de nós mesmos, do estado e de outros.  Recursos financeiros com o objetivo de suprir nossas necessidades e desejos nas mais múltiplas formas que o comparativo nos impõem.  E se é tão presente assim em nossas vidas do início ao fim, por que não optarmos por construir um relacionamento inteligente com o dinheiro, buscando o equilíbrio e tentando controlar o ego e a  vaidade, resistindo aos apelos dos algoritmos que mapeiam nossos pensamentos incentivando o consumo desenfreado e nos levando ao endividamento?  
Devemos sim tatuar em nossa rotina as quatro perguntas básicas:  
  “Eu quero? Eu posso? Eu preciso? Quando poderei?”
Lembre-se de quando sua mãe lhe dizia: “Na volta a gente compra.” E na volta a vontade já não era a mesma e algum tempo depois o desejo havia passado.
Tudo o que foi narrado aqui faz parte da nossa história de vida e a Inteligência financeira nada mais é do que otimizar nossos recursos financeiros para que não nos falte quando necessários. Investindo em educação e capacitação para que possamos monetizar nosso tempo e trabalho, construir reservas financeiras que serão fundamentais para nossa tranqüilidade e de nossos familiares e que façamos o dinheiro trabalhar para nós e não nós para ele; pois ele ao longo da história, mostrou-se um ótimo funcionário, mas, um péssimo patrão.
Bons negócios e boa sorte.
Celso Cunha

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