Desde o
início de nossas vidas demandamos por alimento, vestuário e abrigo que nos são
fornecidos por nossos pais, que embora sejam de graça existe alguém pagando por
isso. Aos poucos somos educados que os
desejos, em suas mais diversas formas, nem sempre podem ser saciados. E que o
dinheiro tem mais valor pra quem tem menos; até por uma questão de
sobrevivência. Por instinto precisamos
de bem pouco para sobreviver, mas, aos poucos percebemos que podemos mais, mais e muito mais. A mídia invade nossa rotina
e nos faz pensar que se adquirirmos algo seremos mais felizes, respeitados,
admirados... pessoas melhores; e isso está incutido em cada ação de marketing e
convencimento das necessidades que nem mesmo sabíamos que precisávamos. A
facilidade que os cartões de crédito nos proporcionam de adquirir coisas e nos
endividar induz ao erro de não pensar
que um dia, não muito distante, a conta chegará. E é aí que está o problema; as
contas sempre vencem.
Desde
pequenos aprendemos a adquirir coisas, a comprar, e nos tornamos consumidores
diários dos mais diversos produtos e serviços até o último suspiro que ocorre
em um hospital ou em um acidente em decorrência de uma escolha equivocada.
O que há de
comum em todas as fases dessa trajetória?
Resposta: O instinto de nos
mantermos vivos, as necessidades fisiológicas, a segurança, as relações sociais,
a auto-estima, o status, o reconhecimento e as realizações pessoais nas mais
diversas formas; tudo retratado na pirâmide de Maslow. Para tanto, desde o início até o último
suspiro necessitamos de recursos, de nossos pais, de nós mesmos, do estado e de
outros. Recursos financeiros com o
objetivo de suprir nossas necessidades e desejos nas mais múltiplas formas que
o comparativo nos impõem. E se é tão
presente assim em nossas vidas do início ao fim, por que não optarmos por
construir um relacionamento inteligente com o dinheiro, buscando o equilíbrio e
tentando controlar o ego e a vaidade,
resistindo aos apelos dos algoritmos que mapeiam nossos pensamentos
incentivando o consumo desenfreado e nos levando ao endividamento?
Devemos sim
tatuar em nossa rotina as quatro perguntas básicas:
“Eu quero? Eu posso? Eu preciso? Quando
poderei?”
Lembre-se de
quando sua mãe lhe dizia: “Na volta a gente compra.” E na volta a vontade já
não era a mesma e algum tempo depois o desejo havia passado.
Tudo o que
foi narrado aqui faz parte da nossa história de vida e a Inteligência
financeira nada mais é do que otimizar nossos recursos financeiros para que não
nos falte quando necessários. Investindo em educação e capacitação para que
possamos monetizar nosso tempo e trabalho, construir reservas financeiras que
serão fundamentais para nossa tranqüilidade e de nossos familiares e que
façamos o dinheiro trabalhar para nós e não nós para ele; pois ele ao longo da
história, mostrou-se um ótimo funcionário, mas, um péssimo patrão.
Bons
negócios e boa sorte.
Celso Cunha

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