_ “Há sete anos trabalhando na mesma
empresa, dando meu sangue, meu suor e não tenho recursos pra comprar uma mesa.”
Esse era eu com meus pensamentos aos
vinte e poucos anos fazendo contas para mobiliar meu primeiro e pequeno
apartamento. E, na primeira oportunidade
que tive fui reclamar com meu patrão, que calmamente me olhou nos olhos e
disse:
_ “Bom, não sei como é essa mesa, nem
quanto custa, mas, se quer tanto assim esse móvel deve se programar para tê-lo.
E pelos anos em que trabalha aqui você
já recebeu por eles pontualmente. Não importa se a bailarina dançou, ela deve
continuar dançando.”
Sábias palavras. Hoje, mais de duas décadas
após essa conversa percebo que a tendência do ser humano é procurar transferir
para outros a responsabilidade do seu insucesso, o peso das suas escolhas.
Ah! Fale com seu patrão.
Quando estamos em consultoria uma das
ferramentas que utilizamos é uma entrevista que conduzimos com cada um dos
integrantes da equipe para medição da satisfação dele em relação a equipe, o
reconhecimento de seu valor, a função exercida, as condições de trabalho e a
remuneração. Quase sempre ouvimos que
mereciam um belo reajuste de salário, sem assumir novas tarefas ou
responsabilidades. Todos almejam algum bônus sem ter ônus; benefícios sem
sacrifícios. São atores em lados opostos
como em uma partida de tênis. Quando
entenderem que os melhores resultados serão obtidos com parceria.
Tanto um quanto outro imaginem
trocando de lugar, as falhas e os acertos. Trabalhar não é apenas cumprir
horário e sim produzir resultados e recursos positivos, troque o tênis pelo
frescobol, o confronto pela parceria, melhore os resultados obtidos pela
empresa e terá como negociar com propriedade de causa.
Só mais uma dica: Continue dançando ou
passará para a classe das ex-bailarinas cujo público não paga para vê-las.
Boa Sorte e bons negócios.
Celso Cunha

Nenhum comentário:
Postar um comentário