domingo, 25 de março de 2018

Não Importa Se a Bailarina Dançou, Ela Deve Continuar Dançando.


_ “Há sete anos trabalhando na mesma empresa, dando meu sangue, meu suor e não tenho recursos pra comprar uma mesa.”
Esse era eu com meus pensamentos aos vinte e poucos anos fazendo contas para mobiliar meu primeiro e pequeno apartamento.  E, na primeira oportunidade que tive fui reclamar com meu patrão, que calmamente me olhou nos olhos e disse:
_ “Bom, não sei como é essa mesa, nem quanto custa, mas, se quer tanto assim esse móvel deve se programar para tê-lo.  E pelos anos em que trabalha aqui você já recebeu por eles pontualmente. Não importa se a bailarina dançou, ela deve continuar dançando.”
Sábias palavras. Hoje, mais de duas décadas após essa conversa percebo que a tendência do ser humano é procurar transferir para outros a responsabilidade do seu insucesso, o peso das suas escolhas.    
Ah! Fale com seu patrão.
Quando estamos em consultoria uma das ferramentas que utilizamos é uma entrevista que conduzimos com cada um dos integrantes da equipe para medição da satisfação dele em relação a equipe, o reconhecimento de seu valor, a função exercida, as condições de trabalho e a remuneração.  Quase sempre ouvimos que mereciam um belo reajuste de salário, sem assumir novas tarefas ou responsabilidades. Todos almejam algum bônus sem ter ônus; benefícios sem sacrifícios.  São atores em lados opostos como em uma partida de tênis.  Quando entenderem que os melhores resultados serão obtidos com parceria.
Tanto um quanto outro imaginem trocando de lugar, as falhas e os acertos. Trabalhar não é apenas cumprir horário e sim produzir resultados e recursos positivos, troque o tênis pelo frescobol, o confronto pela parceria, melhore os resultados obtidos pela empresa e terá como negociar com propriedade de causa.
Só mais uma dica: Continue dançando ou passará para a classe das ex-bailarinas cujo público não paga para vê-las.
Boa Sorte e bons negócios.
Celso Cunha

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