Há
décadas que ouço falar que devemos sair da “zona de conforto. Que devemos
buscar otimizar, inovar, surpreender e etc...
Até
que você é pego de surpresa e o que parecia ser uma “marolinha” revela-se um “Tisuname”.
A economia do país sente o golpe e os
índices de consumo caem aos níveis mais baixos com agravantes de inflação e
desemprego alcançando os dois dígitos.
Aos
poucos percebemos que o corte de custos é fundamental para manter as portas
abertas. Que tomar mais um empréstimo para pagar outros só posterga o problema.
Que se você arregaçar as mangas e assumir o administrativo, o operacional, a
manutenção e até a limpeza conseguirá reduzir boa parte dos custos de sua
empresa; embora isso te leve ao limite do cansaço e estresse.
Estamos
sendo persistentes ou teimosos? Até quando insistir?
Que
saudades daquela “zona de conforto”. De
quando tinhamos tempo para o “ócio criativo”; planejamento estratégico, fluxo
de caixa, capital de giro, reserva de capital... tudo isso cai por terra quando
temos que juntar até as moedas para que o fornecimento de energia elétrica não
seja interrompido por falta de pagamento.
E o
sonho de ser patrão cai por terra.
_”Poxa,
deu ruim logo na minha vez. Eu era feliz e não sabia.”
Parece
o fim. Embora, com as mudanças no
comando do executivo do país os índices econômicos pararam de
piorar, Se ainda não enxergamos a luz no
fim do túnel, pelo menos já vimos que existe um túnel e que talvez cheguemos ao
final dele. O comércio está renovando seus estoques de olho nos R$180 bilhões
que o décimo terceiro salário deverá injetar na economia. Mesmo sabendo que boa
parte disso já tem destino específico e determinado: diminuir ou eliminar dívidas
contraídas ao longo dos últimos dois anos.
Tudo
pode acontecer, inclusive nada. Mas, se olharmos para trás veremos que fomos
testemunhas de fatos atípicos que se transformaram em “milagres econômicos”. Enquanto aguardamos melhores dias da economia
do país carregamos pedras. A esperança é a última que morre. E viva a esperança.
Boa
sorte e bons negócios.
Celso Cunha

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