domingo, 25 de setembro de 2016

“A Zona de Desconforto”


Há décadas que ouço falar que devemos sair da “zona de conforto. Que devemos buscar otimizar, inovar, surpreender e etc...
Até que você é pego de surpresa e o que parecia ser uma “marolinha” revela-se um “Tisuname”.  A economia do país sente o golpe e os índices de consumo caem aos níveis mais baixos com agravantes de inflação e desemprego alcançando os dois dígitos.
Aos poucos percebemos que o corte de custos é fundamental para manter as portas abertas. Que tomar mais um empréstimo para pagar outros só posterga o problema. Que se você arregaçar as mangas e assumir o administrativo, o operacional, a manutenção e até a limpeza conseguirá reduzir boa parte dos custos de sua empresa; embora isso te leve ao limite do cansaço e estresse.
Estamos sendo persistentes ou teimosos? Até quando insistir?
Que saudades daquela “zona de conforto”.  De quando tinhamos tempo para o “ócio criativo”; planejamento estratégico, fluxo de caixa, capital de giro, reserva de capital... tudo isso cai por terra quando temos que juntar até as moedas para que o fornecimento de energia elétrica não seja interrompido por falta de pagamento. 
E o sonho de ser patrão cai por terra.
_”Poxa, deu ruim logo na minha vez. Eu era feliz e não sabia.”
Parece o fim. Embora, com as mudanças no  comando do executivo do país os índices econômicos pararam de piorar,  Se ainda não enxergamos a luz no fim do túnel, pelo menos já vimos que existe um túnel e que talvez cheguemos ao final dele. O comércio está renovando seus estoques de olho nos R$180 bilhões que o décimo terceiro salário deverá injetar na economia. Mesmo sabendo que boa parte disso já tem destino específico e determinado: diminuir ou eliminar dívidas contraídas ao longo dos últimos dois anos.
Tudo pode acontecer, inclusive nada. Mas, se olharmos para trás veremos que fomos testemunhas de fatos atípicos que se transformaram em “milagres econômicos”.  Enquanto aguardamos melhores dias da economia do país carregamos pedras. A esperança é a última que morre.  E viva a esperança.
Boa sorte e bons negócios.

Celso Cunha

Nenhum comentário:

Postar um comentário